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O Banquete

A República de Platão é o livro mais conhecido do filósofo grego. Contudo, em "O Banquete", também conhecido como Simpósio, Platão vai discutir as naturezas do amor e da alma.

Educação | pela defesa do direito ao descanso.

23.02.22 | Servido por José Manuel Alho

 

Considerando que:

-        A hiperconetividade tomou conta dos nossos dias, levando à necessidade de regulamentação do dever de não incomodar/abstenção de contacto por parte dos empregadores no período de descanso dos seus colaboradores;

-        Foi recentemente publicada a Lei n.º 83/2021, de 6 de dezembro, que além de alterar o regime do Teletrabalho, veio instituir o dever do empregador se abster de contactar o trabalhador no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior; 

-        A limitação dos tempos de trabalho é uma preocupação que vem de longe. As primeiras leis laborais surgiram precisamente com a motivação de reduzir as intermináveis jornadas de trabalho, legitimando o direito ao descanso, e à recuperação física e mental do trabalhador;

-        A respeito destas temáticas, a própria Constituição da República Portuguesa prevê, na alínea d) do n.º 1 do art.º 59.º, que todos os trabalhadores têm direito "ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas”. Neste sentido segue também o art.º 24.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem;

-        Não raras vezes, há a interpretação de que um trabalhador que se disponibilize para trabalhar pela noite dentro ou aos fins de semana tem um grau de compromisso maior para com a entidade empregadora, mostrando um comprometimento e lealdade supremos;

-        Nada mais enganador, diria, pois isso traz certamente efeitos nefastos para a produtividade, dado que não tendo tempo de descanso real, o cansaço acumula-se e a disponibilidade física e mental diminui, acarretando menor produtividade e aumentando a possibilidade de falha humana;

-        É neste contexto de salvaguarda dos direitos humanos e salvaguarda ou reinstituição do direito ao descanso que surge o "dever de não incomodar”, agora plasmado no Código do Trabalho Português, que impende sobre os empregadores, no sentido de salvaguardar as condições para a recuperação física e mental através de um descanso efetivo dos seus trabalhadores – o chamado direito ao descanso.

DEFENDO QUE:

-        Qualquer profissional da Educação deva estar sujeito ao dever de se abster de contactar outros trabalhadores no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior inequivocamente detalhadas pela tutela.

 

Imagem Freepik

Albergaria merece que não desistamos de lutar por um Parque Verde Urbano

11.02.22 | Servido por José Manuel Alho

Parque da Cidade Dr. Eduardo Coelho - Vale de Cambra (vídeo acima)

Como já aqui, aqui, aqui, aqui e aqui havia defendido, a população de Albergaria merece(ria), há muito, ter à sua disposição um parque verde urbano. Mais do que um desiderato, é uma necessidade que o tempo veio acentuar.

Em maio de 2019, quando liderava o grupo parlamentar do maior partido da oposição na Assembleia Municipal, foi proposta a recomendação à Câmara Municipal que RECUPERASSE e EXECUTASSE o projeto existente para o Parque Verde da Cidade, no âmbito da criação de uma Unidade de Execução que compreendesse a Zona Desportiva, definida pela área entre o Pavilhão Gimnodesportivo, Piscina Municipal, Escola Básica de Albergaria e a ETAR, formalizada num Plano de Pormenor que assegurasse uma mancha urbana coerente e que favorecesse a articulação com o seu núcleo central, através do tratamento qualificado dos espaços públicos, da instalação de equipamentos urbanos e demais infraestruturas de apoio.

Infelizmente, devido ao chumbo da maioria que sustenta(va) o  executivo camarário, não foi possível viabilizar a proposta de um parque verde urbano para a nossa cidade, uma benfeitoria que teria a capacidade de dinamizar toda a urbe, uma genuína mais-valia centrada nas pessoas. Aliás, a nossa disponibilidade para, na altura, alterar a redação da proposta bem como discutir outras localizações possíveis para o parque esbarrou na inflexibilidade de quem, simplesmente, não quis ou não terá compreendido os méritos da iniciativa.

Concluo reforçando, de novo, o imperativo de recolocarmos as Pessoas no centro da ação política.  E garanto: os parques urbanos são valências que trazem qualidade de vida às populações porquanto favorecem o contacto com a natureza e priorizam a qualidade ambiental. Estas infraestruturas - como sempre foi nossa pretensão - quando adequadas e atrativas, são determinantes para a realização de atividade física e a promoção do lazer, com evidentes benefícios psicológicos, sociais e físicos para a saúde dos indivíduos, potenciando a redução do sedentarismo e do stress que se abateu sobre as sociedades contemporâneas, entretanto agravados pela pandemia que nos vitimou.