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O Banquete

A República de Platão é o livro mais conhecido do filósofo grego. Contudo, em "O Banquete", também conhecido como Simpósio, Platão vai discutir as naturezas do amor e da alma.

Por detrás de cada sorriso, há batalhas caladas.

28.07.25 | Servido por José Manuel Alho

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Quantas vezes deixamos escapar a dimensão invisível da vida do(s) outro(s)?

Cada pessoa carrega bagagens várias: escolhas difíceis, desistências que doeram, esperanças adiadas. A verdade é que, por norma, o silêncio grita mais alto do que mil palavras.

E mesmo assim seguimos, porque dentro de nós há mais força do que o mundo imagina.

Amor à beira-mar, sem photoshop

26.07.25 | Servido por José Manuel Alho

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Na praia vão de mão dada,
Sem se importar com o olhar,
Que importa a pança inchada,
Se há bikini para exibir no mar?

 

Ele, verde e rechonchudo,
Ela, cor-de-rosa e vaidosa,
Quem disse que o amor profundo
Não combina com pose glamourosa?

 

Seguem firmes, passo lento,
Ao som das ondas a bater,
Enquanto o vento e o momento
Fazem filtros desaparecer.

 

O mundo aplaude e comenta,
Entre risadas e tropeções,
Mas no fundo só se sustenta
Quem ri dos próprios padrões.

 

Que venham câmaras e selfies,
E mil olhos a espreitar,
Pois amar, com as formas que se tem,
É a melhor forma de desfilar.

Se a vida te der ondas, certifica-te de que tens espaço para mergulhar...

26.07.25 | Servido por José Manuel Alho

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Para quem (já) está de férias, esta matemática do verão à beira-mar ameaça contas antigas.

Podemos ter 250 em pé (talvez a tentar apanhar o melhor ângulo para aquela ousada selfie...), 150 sentados (a aproveitar, preguiçosamente, cada raio de sol), mas o verdadeiro luxo reside nos 50 "de molho". Parece que a prioridade é refrescar os pés. E quem somos nós para discordar? Afinal, com o calor, o estado "de molho" rapidamente se torna num objetivo pessoal e secreto, elevando-o à nossa lotação máxima de felicidade.

Ano Letivo 25/26: entre planos inovadores e o fantasma da burocracia

24.07.25 | Servido por José Manuel Alho

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FOTO: HORACIO VILLALOBOS (Corbis via Getty Images) retirada daqui

Ontem, em reunião com os Diretores, o MECI apresentou um conjunto de medidas que pretende implementar no âmbito da preparação do Ano Letivo 2025/2026, conforme o divulgado no blog de Arlindo.

A verdade é que, a cada novo documento do Ministério da Educação, renova-se a esperança de mudanças substanciais. No entanto, quem está no terreno, como bem sabem os professores do 1.º Ciclo, sabe que a distância entre o PowerPoint e a vida real nas escolas tem tanto de abissal como de burocrático. Antes de aderirmos ao otimismo institucional, é preciso olhar, com clareza e alguma ironia, para o que está efetivamente em causa.

Novidades do PowerPoint:

  • Aposta reforçada no ensino digital e inclusão tecnológica;
  • Planos de modernização curricular e formação docente contínua;
  • Autonomia das escolas e promessas de maior flexibilidade administrativa.

O combate à burocracia: retórica ou realidade?

Muito se promete na suposta simplificação de processos, mas na prática:

  • Persistem plataformas e procedimentos redundantes;
  • A descentralização convive com avaliações centralizadas que travam a autonomia;
  • O tempo dos professores continua esmagado por relatórios, reuniões e plataformas interligadas sem qualquer empatia pela complexidade da realidade escolar.

Como bem refere a literatura especializada, "a burocracia educativa serve mais a produção de relatório do que a ação pedagógica" (Canário, 2006). O combate à burocracia não é só tecnológico; exige coragem política e humildade administrativa para confiar nos docentes.

Dúvidas e Desafios

  • Como garantir que a digitalização não implique mais relatórios e checkpoints automáticos?
  • De que forma se vai avaliar o real alívio das tarefas burocráticas?
  • E o impacto no bem-estar dos docentes, quantas vezes ofuscado entre tabelas e cronogramas?

Promessas e realidade: o combate à burocracia é a verdadeira Reforma

O plano apresentado pelo Ministério da Educação assume-se, à primeira vista, como um fôlego renovado na tentativa de aproximar as escolas do século XXI das exigências pedagógicas e sociais contemporâneas. Contudo, a promessa de inovação esbarra frequentemente na muralha da burocracia instalada, servindo a máquina administrativa mais à produção de relatórios do que à transformação efetiva das práticas letivas, conforme sublinha Canário (2006).

Para que as intenções se convertam em impacto real, é necessário um compromisso político autêntico: libertar os professores das garras do papelório e das plataformas desinspiradas, para que possam, de facto, ensinar com criatividade, presença e discernimento crítico. Reduzir a burocracia não pode ser manobra de cosmética digital; tem de ser ato de confiança, de respeito pela profissão docente e pela experiência acumulada nas salas de aula. Só assim conseguiremos devolver à Escola o seu papel humano: um espaço de aprendizagem partilhada, de crescimento e de sentido, onde o professor não é mero executor de tarefas administrativas, mas agente inspirador de cidadania ativa.

Se o plano falhar neste objetivo essencial, cairemos uma vez mais na armadilha dos ciclos reformistas sem memória, onde as promessas alimentam relatórios e PowerPoints, mas pouco transformam na vida real dos alunos e dos professores. O verdadeiro progresso passa por devolver tempo, liberdade e dignidade a quem educa. O verdadeiro progresso passa por confiar nas pessoas.

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