A República de Platão é o livro mais conhecido do filósofo grego. Contudo, em "O Banquete", também conhecido como Simpósio, Platão vai discutir as naturezas do amor e da alma.
Há dias em que tudo parece um enigma, como se a vida falasse numa língua que não dominamos. Nesses momentos, rir da confusão é um ato de coragem. Chorar um pouco é um gesto de humanidade. Porque, lá no fundo, cada acontecimento carrega uma razão oculta, uma lição disfarçada.
Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas um dia tudo fará sentido.
Até lá, vivamos com a leveza de quem aceita que a imperfeição também é parte da beleza.
"Somos aquilo que ninguém vê, uma coleção de histórias, memórias, dores, tragédias, bondades, maldades, sucessos, sentimentos, delícias, pensamentos, pecados. Se definir é se limitar, somos um eterno parênteses em aberto..."
Já parou para ouvir o que diz, quando ninguém o vigia ou quando julga que as palavras se dissipam no vento? Escolhi esta imagem porque ousa sugerir um exercício (quase) gastronómico: se fosse forçado a comer as suas próprias palavras (cada promessa não cumprida, cada comentário mordaz, cada bênção sussurrada ou verdade partilhada), será que a sua alma sairia deste banquete fortalecida, ou colapsaria sob o peso do veneno que carregaste na língua? Há algo de profundamente humano nesta metáfora: somos cozinheiros e provadores do nosso próprio discurso.
Se cada frase fosse um ingrediente, prepararia uma receita capaz de nutrir honestidade, empatia e respeito, ou espalharia indigestão moral? Ao redor da mesa, quem se senta consigo: a autocrítica, a compaixão ou o arrependimento?
Que a consciência do poder das palavras seja o tempero essencial, capaz de transformar o falar diário num verdadeiro acto de autocuidado. Para si e para o mundo que saboreia o que diz.