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O Banquete

A República de Platão é o livro mais conhecido do filósofo grego. Contudo, em "O Banquete", também conhecido como Simpósio, Platão vai discutir as naturezas do amor e da alma.

Governo (já) enganou professores.

25.04.24 | Servido por José Manuel Alho

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No 50º aniversário do 25 de Abril, os professores portugueses acordaram no regime... de sempre, que vigora desde o início deste século, onde a mentira e a patranha, com indecente e má intenção, impõem a sua lei.

Ao contrário do garantido pelo novo Ministro da Educação, há precisamente seis (!) dias, a devolução do tempo de serviço aos professores já não ocorrerá este ano, mesmo contando com o amplo apoio e consenso de PS, Chega, BE, PCP, Livre e PAN. Um ardiloso expediente tático que permita, em sede de discussão do Orçamento de Estado para 2025, usar este assunto como escudo de político, uma vulgar arma de arremesso para, no limite e sempre à custa a dignidade da classe docente, poderem dizer "nós até queríamos resolver este assunto, mas eles não deixaram"...

Não vou agora perorar sobre as consequências destes vis ataques à ética republicana, à honestidade e à verticalidade devidas a quem exerce funções políticas. Tudo é, tudo está muito claro. As pessoas não são parvas.

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Como diz o povo, na sua proverbial sabedoria, a mentira tem (mesmo) perna curta.

Para o próximo dia 3 de maio, está agendada reunião negocial com os sindicatos de professores. Mas de que vale negociar com quem diz uma coisa hoje e, passados uns míseros seis dias, diz (e decide) coisa diferente?

Há oito anos que os sindicatos de professores andam a participar, sem quaisquer ganhos, em reuniões com a tutela, validando simulacros de conversações e, com a sua presença, legitimando um longo e danoso rosário de perdas e prejuízos. Os docentes andam, há demasiado tempo, a serem comidos de cebolada.

Uma classe política que trata assim os seus professores não se dá ao respeito.

Os representantes sindicais deveriam tão-somente entrar nas instalações do Ministério, munidos dos prints destas notícias, para confrontar o titular da pasta com esta quebra de confiança e, obviamente, abandonar a sala. Nestes termos, está ferida de morte a confiança mínima e indispensável ao estabelecimento de qualquer diálogo. Aos sindicatos, exige-se que não participem em palhaçadas.

Há gente a quem interessa estar à mesa com os professores só para poder dizer que os ouviu. Nada mais. E é por isso já não há pachorra para lutas fofinhas.

José Manuel Alho