O barulho mudou de porta: trombone em saldo, vizinha em êxtase!

Nem todos os milagres exigem procissão, basta um anúncio no correio da vizinhança.
Eis a genialidade urbana: de um lado, um trombone implora por novo dono; do outro, alguém agradece a Deus com convicção quase litúrgica. Cá entre nós, partilho o sonho de tanta gente, que enfrenta trombones (e outros ruídos) como penitência diária.
A civilização avança, mas o entusiasmo por silêncios prolongados nunca sai de moda. Eu próprio, confesso, aplaudiria este “milagre acústico” se, um dia, algumas ruidosas invenções resolvessem mudar de morada...
